Médiuns de Sustentação

Revista Espiritismo e Ciência, nº 31.

 

Por  Maísa Intelisano

 

 

Médium de sustentação é aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva ou não, que está presente ao trabalho, mas que não participa diretamente do fenômeno nem dos procedimentos de assistência propriamente ditos, seja a assistência de passes ou de mediunidade. Como o próprio nome diz, embora não esteja envolvido diretamente no fenômeno ou na assistência, faz a sustentação energética do trabalho, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados. Ao contrário do que se pensa, os médiuns de sustentação são tão importantes quanto os médiuns propriamente ditos, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o grupo e para o trabalho, enquanto os médiuns e passistas fazem a sua parte e desenvolvem a assistência. Além disso, são eles também que ajudam os médiuns de psicofonia a recuperar o seu equilíbrio depois de uma manifestação mais difícil, doando e movimentando as energias que esses médiuns estejam precisando naquele momento, dando passe de equilíbrio etc.


Considerando esse papel, podemos listar alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação.


1. Responsabilidade
O médium de sustentação deve se lembrar sempre de que é parte de uma equipe e precisa acatar as regras e procedimentos estabelecidos para o bom andamento do trabalho, colaborando em tudo o que for possível para que as atividades sejam desempenhadas de forma organizada e tranqüila.


2. Estudo
Tanto quanto o médium ostensivo, o médium de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os seus colegas, médiuns ou não.


3. Firmeza mental e emocional
Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.


4. Equilíbrio vibratório
Como trabalha principalmente com energias - que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos - o médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário. Para isso, deve observar sempre a prática do Evangelho no Lar, ou algo similar, bem como a preparação necessária na noite que antecede o trabalho e no dia propriamente dito, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental etc.


5. Compromisso com a casa, o grupo, os mentores e os assistidos

O médium de sustentação deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados:
- com a casa em que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de segui-los, explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição;
- com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou um dos colegas; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho;
- com os mentores: lembrando que eles contam também com os médiuns de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a "improvisar" para cobrir a ausência;

- com os assistidos: encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores.


6. Ausência de preconceitos
O médium de sustentação não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os colegas de trabalho, seja com os dirigentes, mentores etc. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.


7. Discrição
O médium de sustentação nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios. Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final do trabalho.


8. Coerência
Tanto quanto o médium ostensivo, o médium de sustentação deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas que nos observam, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos.


Como vemos, as responsabilidades do médium de sustentação são as mesmas que as dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.