A Ciência Espírita

Reformador, agosto/2006 . FEB

 

Autor: João Fernandes da Silva Júnior.

 

A pesquisa da paranormalidade humana, da mediunidade em sua extensa cadeia fenômenica, das manifestações espíritas em seus múltiplos graus, compreedem o que Allan Kardec definiu como sendo a Ciência Espírita, porque ele mesmo informou e afirmou que o Espiritismo é uma Ciência de observação e, consequentemente, de análise.

A base do trabalho de pesquisa do codificador esteve calcada no estudo metódico dos fatos extrafísicos e na interpretação das consequências desses fatos. Caso o espiritismo não estivesse apoiado em uma ciência com metodologia própria, ele seria somente mais uma filosofia na face da Terra. A Doutrina dos Espíritos possui alguns diferenciais, como a possibilidade de se formular perguntas; a nova luz que os desencarnados lançaram sobre os feitos e as palavras de Jesus; a condição de pesquisar aqueles que são médiuns ostensivos; e, até, de observar desencarnados durante o fenômeno de ectoplasmia. Essas ocorrências derrubam definitivamente a hipótese de efeitos de origem sobrenatural, porque um fato sobrenatural não pode acontecer a toda hora, ele é como o próprio nome indica, algo além do natural, fortuito, e sem propabilidade de repetição.

A fé raciocinada gera a certeza, e esta abre novos e amplos horizontes para nós.

Quanto mais estudarmos o aspecto científico do Espiritismo, mais estaremos penetrando no âmago das questões.

O triplice aspecto doutrinário - ciência, filosofia e religião - é coeso e didaticamente estruturado.

A estrutura filosófica e religiosa da Doutrina requer tempo para ser meditada, assimilada e posta em prática, mas daqui a uns 100 ou 500 nos elas serão atuais devido à própria objetividade com que Kardec e os Espíritos Superiores, sob a direção do Espírito de Verdade, as expuseram nos livros da Codificação Espírita. Já a parte científica está em constante processo de evolução.