O Quê? Com Quem? Por quê?

Reformador, janeiro 2002 . FEB

 

Autor: Iaponan Albuquerque da Silva

 

Não, prezado Irmão, não se trata de charada a desafiar sua arguta inteligência ou estudos da nossa língua-mãe, envolvendo perquirições sobre objeto ou orações subordinadas adverbiais. Estas perguntas que requerem resposta — e resposta urgente e precisa — foram feitas ontem, são feitas hoje e sê-lo-ão amanhã, porque o momento é de inquirição e perplexidade ante os momentosos problemas que afligem a Humanidade.
O que deve fazer o espírita-cristão em face do momento atual, de confusão e inquietação, tanto no campo nacional quanto no internacional? Com quem ficar diante das opções que se nos impõem? E por que
agir desta ou daquela forma? A resposta, cremos nós, ainda reside no Evangelho, segundo lemos em Lucas (9:23): — "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." Eis aí a resposta às perguntas acima, em forma optativa. O período evangélico, contendo uma firme declaração do Mestre Jesus, lembra-nos o verdadeiro proceder daqueles que desejam sincera e ardentemente seguir os ensinamentos do vero Cristianismo. Seguir o quê? — O Espiritismo.
Ficar com quem? — Com o Cristo.
Por quê? — Porque... é o que vamos ver.
Sendo o Espiritismo o Cristianismo redivivo, seguindo-o, estaremos transformando as nossas convicções de ordem material e transitória; estaremos carregando a nossa cruz de testemunhos imorredouros
e seguindo as pegadas augustas do Senhor e Mestre. Deve ter o espírita-cristão a preocupação do não envolvimento ante as apaixonantes lutas políticas do mundo, em perene disputa pelo cetro do poder temporal.
Envolver-se, comprometer-se, será, até certo ponto, tentar envolver e comprometer o bom nome da Doutrina que nos irmana e macular nossa bandeira de Paz e Amor. Busquemos, antes de tudo, obter a coroa de vida eterna, gloriosa e permanentemente nossa, através do perfeito cumprimento das nossas obrigações. Cada obra tem seus colaboradores. Embora o digamos respeitosamente, não titubeemos em proclamar: — deixemos a atividade política aos políticos! Cuidemos de nossas tarefas na Seara, onde sobram trabalhos e escasseiam trabalhadores, e, por certo, encontraremos resposta certa às nossas necessidades de entendimento ante a Vida e o mundo em que vivemos.