Implicações da Mediunidade

Reformador, novembro 2002. FEB

 

Autor: Militão Ferreira dos Santos.


A mediunidade não é boa nem má; é neutra. O uso que fizermos dela, sim, é que poderá conduzir-nos às esferas psíquicas mais elevadas, se esse uso for mesmo dedicado ao próximo, indistintamente, como nos ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.
A mediunidade poderá jogar-nos no abismo, complicando a nossa caminhada evolutiva, se não obedecermos aos ensinamentos evangélicos. Por isso, é muito grande a responsabilidade dos que a praticam.
O médium precisa ter boa conduta, ser dotado de qualidades morais exemplares, possuir humildade e estar sempre em contato com todas as obras da Codificação Kardequiana. O medianeiro que não estuda a Doutrina Espírita fica sujeito à estagnação, retardando seu progresso. Além disso, precisa evitar os perigos do exercício da mediunidade, tais como: vaidade, ambição, falta de perseverança no bem, maledicência e julgar-se indispensável. Deve também extinguir preocupações, impressões negativas que se relacionam com a mediunidade, assim como "combater as  manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos", conforme ensina André Luiz em
Conduta Espírita (Ed. FEB, cap. 4). Que estes ensinamentos ora recordados possam servir para nós, porque, como lutadores nas tarefas mediúnicas, sentimos grandes dificuldades em pôr tudo isso em prática.
Compreendemos que a mediunidade não constitui um privilégio mas sim, uma grande responsabilidade.