(Autor Espiritual: Jules MORIN)

 

(Médium, senhora Schimidt).


Meus irmãos, amai os órfãos: se soubésseis o quanto é triste estar só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que  haja órfãos para vos convidar a servir-lhes de pais. Que divina caridade ajudar uma pobre pequena criatura abandonada, impedi-la de sofrer da fome e do frio, dirigir sua alma, a fim de que não se desvie no vício! Quem estende a mão a uma criança abandonada é agradável à Deus, porque compreende e pratica a sua lei. Pensai também que, freqüentemente, a
criança que socorreis talvez vos tenha sido querida em uma  outra Vida; e se pudésseis vos lembrar, isso não seria mais caridade,  mas um dever. Assim, pois, meus amigos, todo ser sofredor é  vosso irmão, e tem direito à vossa caridade; não essa caridade que fere o coração, não essa esmola que queima a mão na qual ela cai, porque os vossos óbolos, freqüentemente, são bem amargos. Quantas vezes seriam recusados se na casa a doença e a fome não os esperassem! Dai delicadamente, acrescentai  ao benefício o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso de amigo; evitai esse tom de piedade e de proteção que derrama o fel num coração que sangra, e pensai que lhe fazendo o bem, trabalhais por vós e pelos vossos.