SÍNDROME DO PÂNICO

(Valdeniza Sire Savino)
 

 

    De acordo com a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas): Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica).

    Os aspectos essenciais são ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis. Assim como em outros transtornos de ansiedade, os sintomas dominantes variam de pessoa para pessoa, porém início súbito de palpitações, dor no peito, sensações de choque, tontura e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrealização que é a sensação de que o ambiente está estranho, não familiar) são comuns. Quase invariavelmente há também um medo secundário de morrer, perder o controle ou ficar louco. Os ataques individuais usualmente duram apenas minutos, ainda que às vezes sejam mais prolongados; sua freqüência e o curso do transtorno são, ambos, muito variáveis. Um indivíduo em um ataque de pânico freqüentemente experimenta um crescendo de medo e sintomas autonômicos, o qual resulta em uma saída, usualmente apressada, de onde quer que ele esteja. Se isso ocorre numa situação específica, tal como em um ônibus, metrô ou em uma multidão, o paciente pode subseqüentemente evitar aquela situação. De modo similar, ataques de pânico constantes e imprevisíveis produzem medo de ficar sozinho ou ir a lugares públicos. Um ataque de pânico com freqüência é seguido por um medo persistente de ter  outro ataque.
    Para um diagnóstico definitivo, vários ataques graves de ansiedade autonômica devem ter ocorrido num período de cerca de um mês: em circunstâncias onde não há perigo objetivo; sem estarem confinados a situações conhecidas ou previsíveis e com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques (ainda que ansiedade antecipatória seja comum).
    Segundo a psiquiatria, não existe uma causa evidentemente originária para este transtorno. Alguns pesquisadores sugerem o fator genético com alta carga de preponderância e, o excesso de serotonina no Sistema Nervoso Central. Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, na obra “Amor, imbatível amor”, nos diz que existe uma série de fatores predisponentes:
“Entre os primeiros se destacam os fatores que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio do pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico quando se dá qualquer ocorrência direta, ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise”.
Continua: “O distúrbio do pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio do pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita”.
Através desse esclarecimento, lembramos que na estrutura de energia do Perispírito (laço que une o Espírito ao corpo físico, constituído de matéria hiperfísica), se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas, por tratar-se de um organismo vivo e pulsante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis que imprimem nas suas intrincadas peças as atividades morais do Espírito, assinalando-os nos órgãos correspondentes.
É necessário, para o tratamento desse transtorno o atendimento multidisciplinar:
- Médico (psiquiátrico), pois como foi possível observar, o paciente apresenta uma disfunção fisiológica, uma vez que o Perispírito ativou um desequilíbrio nos componentes químicos do cérebro, e através da medicação, serão administradas substâncias químicas, restabelecendo-lhe o equilíbrio fisiológico.
- Psicológico, que trará ao indivíduo, através das diversas abordagens terapêuticas, o conhecimento de si mesmo, a análise e resolução das situações traumáticas ocorridas, assim como dos diversos fatores internos e externos desencadeantes dos desequilíbrios emocionais. Conjugando-se a Psicologia aos ensinamentos e esclarecimentos da Doutrina Espírita, complementa-se de maneira ideal o entendimento do Ser Humano como uma totalidade em todos os seus aspectos: social, biológico, psicológico e espiritual, conscientizando-se, enquanto Ser Eterno de ser ele mesmo o artífice da sua caminhada.
- Assistência espiritual, que assume fundamental importância, pois traz como objetivos primordiais, as técnicas (por ex: entrevista, palestras evangélico-doutrinárias e fluidoterapia), que se desenvolvem para atender as pessoas, que buscam nas casas espíritas o alívio e a cura para os males que vivenciam em determinados momentos da vida.
Espero ser esta pequena contribuição esclarecedora quanto à necessidade dos tratamentos associados no quadro do transtorno do pânico, depressão, estresse, assim como tantos outros.

 

VALDENIZA SIRE SAVINO, psicóloga clínica licenciada em pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e psicologia do Centro Espírita Elos de Amor e também da assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo.

 

(Texto retirado do site Jornal dos Espíritos com a devida permissão)