ÁLCOOL: PORTA DE ENTRADA DE TODOS OS VÍCIOS

(Américo Marques Canhoto)
 

   

     Não importa que muitos se ofendam e que esperneiem os modernos fariseus: A família é e continuará sendo o principal agente que leva aos vícios. O mais danoso é o da alimentação: a criança é ensinada a usar o alimento como “fonte de prazer” os resultados demoraram - mas já se mostram largos e exuberantes: obesidade mórbida, diabetes, alergias etc. Mas, o que nos interessa é falar a respeito do alcoolismo infanto-juvenil. Alcoólatra não é necessariamente o bebum. Hoje o número de crianças alcoólatras (criam necessidade da bebida para se socializarem, bebem escondido – normalmente são filhos de pais que bebem toda noite para relaxar) é enorme, e o de crianças – bebuns (os que dão vexame) também.
Como começa isso? Além do exemplo familiar e social (as pessoas ainda apenas conseguem se reunir para comer e beber), tudo começa com os “aborrecentes” nas suas reuniões de aniversário ou comemorações com as “famigeradas batidinhas”: pinga, vodka, champanhe, vinho, mais frutas, leite condensado, gelo, etc. Daí, para a cerveja e destilados é um pulo. O álcool facilita a iniciação do cigarro e depois vem a maconha, a cocaína, e todos os outros entorpecentes... Ah! O processo começa bem antes já com os bebês: com as “... - colas” com alto teor de cafeína e outros bichos.
Uma das desculpas esfarrapadas dos modernos fariseus: “melhor que eles bebam em casa do que na rua”! “Pelo menos aqui estão sob nossas vistas”! A cada dia mais cedo as crianças aprendem a “tomar decisões” que podem ser determinantes na qualidade de vida futura no embalo do álcool e haja vida sexual precoce, gravidez e aborto... Nas festinhas de aniversário das criancinhas não falta cerveja, vinho e destilados para os adultos e para os jovens (de que idade?), será que isso não é aprendizado?
Será que o excesso de estímulos mentais – emocionais gerados pela TV, videogames, escola e outros, não induzem a criança a buscar compensar a ansiedade mórbida gerada por isso, na bebida, no cigarro, nas drogas? Essa é uma questão interessante, pois qualquer ser de outro planeta com um mínimo de condição intelectual deduz que esses vícios são tão mortais quanto estúpidos. Parecia que os jovens dos últimos anos estavam ficando mais inteligentes abandonando o cigarro por exemplo (depois de tantos avisos reais dos males que causa), porém, ultimamente as vendas de cigarro voltaram a aumentar de forma preocupante – onde está a falha?

 

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.

(Texto retirado do site Jornal dos Espíritos com a devida permissão)