"Paciência, Tolerância e Resignação"
( Diversos)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 PACIÊNCIA

 

Não percas a paciência
Nas mágoas em que te cortas,
Deus escreve tudo certo,
Às vezes, por linhas tortas.

Livro Agenda de Luz - Francisco Cândido Xavier
 


TOLERÂNCIA


A Tolerância é um estado de alma que todos nós deveremos conquistar. Ela por si, tem múltiplos valores, mas denuncia algum perigo. É como uma massa forte ao alimento da vida que, sem outros ingredientes auxiliares, exagera a fermentação; contudo, não podemos viver sem a força da Tolerância, que nos faz acalmar alguns impulsos inferiores. É proveitoso que, junto a ela, coloquemos a razão em evidência, para que ela não passe dos limites que lhe compete atingir. A enfermidade moral está sujeita às mesmas leis que as doenças do corpo. Um terapeuta, para ministrar remédios aos enfermos, necessita conhecer as dosagens correspondentes aos desequilíbrios orgânicos; assim é o orientador. A impaciência, nesses casos, pode ser fatal como o veneno disciplina é fonte de vida. A Tolerância, do modo como pensas, forma uma interrupção na mente que desconhece a disciplina, esquecendo a justiça. Ela não pode passar das fronteiras delimitadas pelo bom senso.

Shaolin / João Nunes Maia
AVE LUZ
Fonte Viva, 12a. ed., 2002 - MG
 


RESIGNAÇÃO

 


De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes.
Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.
Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?
Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranqüilidade.
Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.
Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.
Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.
Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.
Como reagimos diante do sofrimento e do mal?
Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.
Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.
Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.
Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.
Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança.
Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.
Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.
Estudemos resignação em Jesus - Cristo.
A cruz do Mestre
não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

Médium: Francisco Cândido Xavier (De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)