Eugène Auguste Albert De Rochas

Nasceu em 30 de maio de 1837 e desencarnou em 2 de setembro de 1914 (77 anos). “Entre os homens eminentes que buscam, pelo método experimental, aprofundar o estudo das causas dos fenômenos psíquicos, um dos mais dedicados foi o ilustre Rochas d'Aiglun (Eugene Auguste Albert, conde de) pertencente a uma antiga família que possuía o feudo d'Aiglun, perto de Digne, desde o meado do século XV até a época da revolução em 1789. Depois de ter feito brilhantes estudos literários, no Liceu de Grenoble, começou a estudar Direito para entrar na magistratura, como seu pai e seu avô; porém, não sendo o estudo das leis suficiente para a sua atividade intelectual, ele passou a estudar outras ciências.

       Em 1836 obteve o prêmio de honra de matemáticas especiais e, no ano seguinte, foi recebido na Escola Politécnica de Paris. Em 1861 entrou para o exército..., tomou parte na guerra de 187O-71... A fim de entregar-se com maior liberdade aos trabalhos científicos a que era afeiçoado, deixou prematuramente em 1889 o serviço militar ativo, e entrou para a Escola Politécnica na qualidade de diretor civil...

       Os trabalhos militares e científicos do coronel de Rochas são consideráveis; conhecendo a fundo tudo que havia sido escrito sobre as ciências psíquicas, experimentador consumado, contribuiu em larga escala para fazer a classificação do magnetismo entre as ciências puramente físicas. Estudou a polaridade, contribuiu para a classificação atual das fases do sonambulismo, observou metodicamente os fenômenos espíritas, pesquisou a exteriorização da sensibilidade e mostrou o mecanismo do desdobramento físico.

       Membro de várias sociedades sábias..., o coronel de Rochas foi um dos sábios a quem o Espiritismo e o magnetismo contemporâneo mais devem.

       Cientista nato e escritor de raro brilhantismo legou para a posteridade obras importantes como: "A Levitação", trabalho que não se subordina apenas ao título geral da obra, posto que traz adicionalmente importante estudo sobre a Física da Magia, apresentado em 1889 ao Congresso Espiritualista de Londres, a memória intitulada "Os Limites da Física", apresentada no Congresso Internacional da História das Ciências em 1900. Outras obras importantes foram: "A Exteriorização da Sensibilidade", "A Exteriorização da Motricidade"," Les Effuves Odiques, "Os Sentimentos, a Música e o Gesto".

       De Rochas era um adepto convicto do pensamento que expressava o anseio de que o homem poderia e deveria, pelo estudo e as investigações científicas, aproximar-se de Deus e confiar na vida futura, substituindo assim a sua fé vacilante por uma crença sólida e raciocinada. E foi alimentado por esse sonho que viveu e deu o melhor de suas forças para a glória da verdade.”

Fonte: Site da Federação Espírita do Paraná.