"Materializações de Espíritos"-  Eliana Gaudenzi

 

Nosso tema  de estudos nos propicia uma grande riqueza de informações.

Temos  nele as respostas para muitas perguntas que não conseguem encontrar, fora da Doutrina Espírita, uma razão plausível.

É compensador o caminho que trilhamos em busca de nosso crescimento quando temos consciência, embora tímida, do porque das coisas. Deixamos de estar na aceitação acomodada e passamos a fazer parte da fé ativa e raciocinada. Tudo o que acontece tem sua razão de ser e está sempre fundamentada nas leis de Deus. Bem sabemos que o “milagre” não existe.

As experiências realizadas neste setor da fenomenologia espiritualista são bastante antigas. As fotos já  se encontram  amareladas pela ação do tempo.

 Os fenômenos de Hydesville e as irmãs Fox,  nos parece ser um marco na iniciação das pesquisas que vieram a esclarecer e corroborar os fatos espíritas. Daí para frente não pararam mais de aparecer grandes nomes lotados na área científica para, através de experiências seríssimas e de grande alcance, provar a veracidade dos acontecimentos. Temos nomes  importantes nessas pesquisas embrionárias, como William Crookes, Gabriel Delanne, Arthur Conan Doyle, Alexandre Aksakof e vários outros. (vide sessão "Grandes Nomes do Espiritismo")

Nos vale ressaltar que estes fenômenos aconteceram por toda a parte, justamente para chamar a atenção dos “homens da ciência” para a Doutrina Espírita. Esta estava em fase de expansão e fazia-se necessário que todos se voltassem para ela. Médiuns notáveis apareceram, nestes tempos, e se submeteram a uma avalanche de testes, muitos deles bastante rígidos, que lhes exigiam  uma enorme dose de amor e dedicação.

Estes heróis do Espiritismo  nos possibilitaram a comprovação incontestável da veracidade de um dos fenômenos mais ricos:  a materialização de espíritos.

Porém, gostaríamos de deixar bem claro, que nosso objetivo não é, em hipótese alguma, o convencimento de quem quer que seja, com vistas aos acontecimentos que fazem parte deste estudo. Da mesma forma não temos por objetivo estimular a prática desses trabalhos, conquanto sabemos o risco que correm todos os envolvidos nestas experiências.  Objetivamos sim, o esclarecimento acerca de todos os temas secundários aqui levantados.

Conforme o homem vai evoluindo, menos se prende às manifestações de ordem material. A tendência é contrária a que os que trabalharam com materializações de espíritos, imaginaram. Ao invés de os médiuns de efeitos físicos serem cada vez mais numerosos, foram se tornando cada vez mais escassos...

Como em todos os assuntos que desconhecemos, a postura de boa vontade e interesse na aprendizagem é sempre o marco para o bom entendimento, pedimos ao leitor que assim se apresente frente a este. Compare, analise com lógica, busque maiores informações e só então declare o seu ponto de vista.

Não temos a menor pretensão de  esgotar o assunto. Apenas tentamos reunir algumas informações que tivemos que buscar em diversas bibliografias, deixando aqui, um estudo de mais fácil consulta.

 

 
 

Livro "Materializações Luminosas"

 

  Análise do lvro de Américo Ranieri , Editado pela FEESP.


“Não se pode julgar apenas pela aparência. Antes de emitir qualquer juízo, cumpre estudar profundamente os fatos. Julgamento apressado só pode conduzir a conclusões errôneas.” (Ranieri)

As experiências observadas foram realizadas, principalmente, com o médium Peixotinho; nelas, os Espíritos materializavam-se completamente e apresentavam luminosidade fluorescente.
A luminosidade é cientificamente explicada : aconteciam devido a presença de fosfato de lecitina no organismo do médium e diz-se que os próprios Espíritos solicitavam que ele ingerisse bastante peixe.
Encontravam-se presentes, como observadores, Chico
Xavier e Waldo Vieira nas experiências realizadas no consultório de Waldo Vieira.

“ Coisa maravilhosa era ver como os espíritos se dirigiam com imenso carinho ao Chico Xavier, dando-lhe a importância que deve ter perante o mundo invisível e esqueciam-se de outras personalidades que estavam no recinto, portadoras de títulos universitários concedidos pelos homens. Prova belíssima de que o homem vale realmente como figura moral e espiritual acima de todas as vaidades humanas”

O Espírito Scheilla materializava-se para realizar cirurgias ( Experiências no Centro Espírita André Luiz ).
É descrita a retirada de órgãos por fluidificação do tecido.

“O mundo espiritual dispõe de aparelhos completamente desconhecidos na Terra, capazes de trazer a retificação física aos corpos doentes” (Ranieri).
 
“A luz que emana dos espíritos é luz de luar e brota dos tecidos como de uma fonte luminosa.” (Ranieri)

“O tecido é uma espécie de filó de fios luminosos. Lembra uma grande lâmpada formada de milhares de fios de tungstênio”. (Ranieri)

 
Peixotinho é uma exceção, pois, na maioria dos casos, as materializações são opacas, apagadas, como no caso de Fábio Machado onde os espíritos portavam aparelhos espirituais com luz própria. Ficou observado também, que espíritos mais elevados possuíam uma luminosidade maior.
Ocorreram fenômenos de voz direta (formação de garganta ectoplásmica) e de escrita direta.
Realizaram experiências onde ficou provada a possibilidade de o espírito chupar balas cristalizadas, duras e resistentes.

 
“Havia dias em que os espíritos, apesar de terem trazido toda uma fabulosa equipagem espiritual, deixavam de realizar o menor fenômeno... porque não encontravam vibrações amigas que facilitassem a tarefa”. (Ranieri)
 

Os moldes em parafina:
Nas reuniões de materializações, geralmente os espíritos pedem que deixem duas latas de mais ou menos 20 kg, da seguinte maneira: uma cheia de parafina dissolvida e fervente sobre um fogareiro aceso, a elevada temperatura ( 80, 90, 100 graus). Na outra lata , colocada ao lado, pedem os espíritos, que se encha de água fria. Ambas ficam cheias até as bordas. O espírito, materializado, leva a mão ( ou outro membro) ao caldeirão com a parafina e vai com a outra mão, jogando parafina em cima diversas vezes (como se joga gordura no ovo para fritar) até que as camadas se sucedam e haja firmeza. Quando julga que está como deseja, leva a mão para a água fria e desmaterializa a mão espiritual, deixando ali o molde preparado. Se enchermos a peça em gesso fica a reprodução fiel daquela mão. Nota-se todos os detalhes
como linhas, poros e até cabelos da pele. As luvas feitas são inteiriças, não apresentam emendas (em outros livros tem-se descrições um pouco diferentes, pois no balde que deveria estar completo com a parafina encontra-se apenas uma camada derretida boiando na água fervente, o que não impõe impossibilidade de execução e sim modificação no método).
 

Chico Xavier e a Irmã Josefa, materializada.

 

Materialização da Irmã Josefa.

 

Médium Peixotinho.

 

 

Espírito Scheilla em
Aquarela feita pelo
espírito, materializado,
TONGO.

Como pode se apresentar o fenômeno de materialização?

      01 - Materialização de espíritos que se apropriam, dominando e manipulando diretamente o ectoplasma do médium: o espírito do médium, geralmente nestas ocasiões, é levado para locais espirituais situados em regiões distantes. Fica o material ectoplásmico dele à mercê das entidades mais ou menos elevadas que formam a sua equipe de trabalho de efeitos físicos. Temos assim, materializações mais independentes e perfeitas pois o espírito materializado apresenta-se com raríssimas aparências do médium.


 
02 - Materialização de espíritos que somente se apropriam, dominam e manipulam o ectoplasma do médium, através do perispírito do próprio médium . Dá-se o fenômeno assim: deitado no leito, na cabine apropriada, ou sentado na cadeira, entra o médium em estado de transe ou de inconsciência sonambúlica e o seu espírito é afastado do corpo de carne. Enquanto jaz o corpo inconsciente “deste lado”, no lado “de lá” o “espírito” do médium anda no meio das entidades espirituais desencarnadas, conversa com elas e recebe conselhos. Nele passam a incorporar as entidades que desejam materializar. Incorporadas ao perispírito movimentam com facilidade o ectoplasma que existe no corpo físico do médium, exteriorizam-se e dão consistência ao seu aspecto.
Pode, e em geral é o que acontece, o mesmo médium produzir materializações dos dois tipos; numa reunião, de um tipo; noutra reunião, de outro tipo, ou na mesma reunião, de ambos os tipos.

 
OBS: Nem sempre consegue, o espírito comunicante, dar ao perispírito do médium, totalmente, a sua aparência devido a interferência de fatores ambientais, ou pouca quantidade de ectoplasma, ou mesmo por impossibilidade de o próprio espírito comunicante reviver, com precisão, a personalidade que deseja reproduzir.
 
Ao invés de o espírito se “incorporar” utilizando o corpo carnal do médium, como acontece nos fenômenos simples de “incorporação”, ou nos fenômenos com os médiuns psicofônicos, através do perispírito, ele neste caso se incorpora apenas no perispírito, sem a utilização do corpo somático. É o tipo de materialização mais comum.


Texto de Eliana Gaudenzi .
Fotos retiradas do livro em questão.

 

 

     

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